sexta-feira, 30 de julho de 2010

Os fortes também choram.


Hoje eu acordei com um vazio.
Por que tantos -"por que"?
Por que tanto "raciocinar"?
Por que tanto -"tentar entender"?
Por que tanto -"complicar"?
Por que tanto -"falar"?

Por que bancar a durona?
Por que não gritar aos quatros ventos, os seus medos, suas vontades, suas loucuras...?
Por que não brigar? Gesticular? Dente a dente?....olho no olho!

Por que esse vazio?
É tão dificil entender que a outra pessoa não precisa de você para estar bem?
É tão dificil encarar a indiferença?
É tão dificil tomar uma decisão, e fingir que não se arrependeu?
É tão dificil não ter você?

...

Sim, os fortes também choram.
São sensíveis, tendem a explosão, enlouquecem...se enfraquecem!

Mas, sobreviveremos..

Os fortes sobrevivem...
Por mais que doa não ouvir um "boa noite", ou ler uma mensagem, ou assistir um vídeo apaixonado, ou ler uma carta de amor, ou simplesmente saber que essa pessoa não existe mais pra vc..
Os forte sobrevivem...
Por mais que as lágrimas não cessem, que, junto com a noite, a solidão tende a te engolir, que sua voz se transforme em grito ou que os dias pareçam não ter mais graça...

Os fortes sobrevivem!

Sim, sobrevivem.

Porque, quando não mais existir dor, haverá a cicatriz para não haver o esquecimento.
Haverá sonho, um abraço amigo, uma conversa longa, uma cumplicidade, um amigo.
Entrará uma nova estação, e não terá espaço para o vazio.

Sim, hoje dói...
Mas vou dormir na esperança de que o amanhã me traga outros risos, outras músicas, outros sonhos...

Não vou me esquecer, só vou me acostumar.







quinta-feira, 29 de julho de 2010

Verdade Inventada


É passado das 2 da manhã, passa-se 3h , 4h e quando se aproxima das 5h, o sono chega.
E com ele todo o motivo da insonia. Senão sonhasse com isso, não seria eu.
Uma pessoa ansiosa, indecisa, reflexiva e racional.


Por que nós seres humanos, insistimos em acreditar que, depois de uma noite de sono, e uma bela manhã de sol radiante, os problemas somem?

Pois é, caros amigos, NÃO somem.


Mal abro os olhos, e tudo volta.

Perco a coragem de colocar em práticas os planos da noite passada.

Não posso!

Dessa vez, coloquei minha armadura e não tirarei.
Vou até um fim..é preciso ter um fim.
...

Quantas filosofias baratas, conversas de botequim, teoria frustadas sobre o amor.

Por que buscar tantos motivos? Criar problemas, achar ( ou não) soluções.

Não estou sozinha nessa verdade inventada, vejo nos olhos das pessoas, os mesmos anseios, as mesma dúvidas, as mesmas aflições.

Mas não me renderei.
É preciso ter coragem, sabedoria e disposição.
É preciso ser forte, ou fazer-se, pelo menos.
É preciso acreditar que tudo vai dar certo.
Ás vezes, é preciso dizer adeus, mesmo sem querer.
Me esforço em te dizer adeus...
Hoje estou disposta, amanhão já não sei....

...

Como Cazuza, "quero a sorte de um amor traquilo".


Como Drummond, recnheço que "A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca"


Como Caio Fernando Abreu, "Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão"

Como Clarice Lispector, "quero uma verdade inventada".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Abrindo as cortinas.




Sim, como qualquer ciclo, o começo.
Sem qualquer razão ou motivo, cá estou.

Talvez para me sentir mais livre, talvez apenas para satisfazer o desejo do desabafo ou simplesmente para dar veracidade ao ato de escrever.

Não tenho o dom das palavras, por isso as frases sempre sairão soltas, sem sentido, dispersas, apenas com o intuito de me livrar daquilo que me consome.


Sim, ficarei atrás da cortina, o tempo necessário que me sinta digna de me apresentar nesse ensaio. E deve continuar assim, para que os expectadores insistam para ver onde isso vai terminar.

Após breve e singela apresentação, inicio meu verdadeiro post, inspirada em Drummond, em sua "Quadrilha", para entoar essa confusão que me tira o sono em plena quarta-feira, melancólica e saudosista.


Sentimentos soltas, em forma de circuito, sem desvendar o personagem principal, para que o encanto não desapareça. ( Se é que isso vai ocorrer)


Uma tarde de novembro. Olhares cruzados. Timidez. Risadas para disfarçar. Ele vai, . Me olha ressabiado. Interesse. Ele volta. Me procura. Quer conversar, e consegue. O tempo corre. Conversas cotidianas. Me envolve. Reforça e escancara o interesse. Outra noite de novembro. O mesmo olhar. Dessa vez, me ganha. E continua nesse circuito. A primeira mensagem. O primeiro telefonema. O descontrole. Segundo encontro. Mais descontrole. Planos. Sentimentos malucos. Impossibilidades. Irreponsabilidade. DEScontrole. Mensagens apaixonadas. Cartas de amor . Conversas de horas e horas durante o dia inteiro. Sem controle. Vida real. Relacionamentos. Confusão. Medo. Mais mensagens, mais encontros, mais cartas, mais você. Sim, completamente você. Choque de realidade. Mais confusão. Sentimentos malucos. Cúmplices. Desentendimentos. Menos planos, menos loucuras, menos você. Vai a primavera, entra o verão, outono termina, eis que chega o inverno. Frio. Sanidade. Quase nada de você. Vestígios. Releios as cartas. Telefonemas, receios, ressentimentos. Onde tudo foi parar? Insistência. Mais insitência. Loucura?
Até que chega o seu fim!

Nesse ensaio, o diretor, decide fechar as cortinas.
É hora de parar, e seguir a estrada(separados), mas "tudo que vai, deixa o gosto", e desse gosto doce é que vou me lembrar.

A noite chega com a intenção de que, na manhã - amanhã, as coisas se acertem. Mas é chegado o momento de partir.


E eu vou embuscar de outros ensaios.
Com começo, meio e fim