quarta-feira, 28 de julho de 2010

Abrindo as cortinas.




Sim, como qualquer ciclo, o começo.
Sem qualquer razão ou motivo, cá estou.

Talvez para me sentir mais livre, talvez apenas para satisfazer o desejo do desabafo ou simplesmente para dar veracidade ao ato de escrever.

Não tenho o dom das palavras, por isso as frases sempre sairão soltas, sem sentido, dispersas, apenas com o intuito de me livrar daquilo que me consome.


Sim, ficarei atrás da cortina, o tempo necessário que me sinta digna de me apresentar nesse ensaio. E deve continuar assim, para que os expectadores insistam para ver onde isso vai terminar.

Após breve e singela apresentação, inicio meu verdadeiro post, inspirada em Drummond, em sua "Quadrilha", para entoar essa confusão que me tira o sono em plena quarta-feira, melancólica e saudosista.


Sentimentos soltas, em forma de circuito, sem desvendar o personagem principal, para que o encanto não desapareça. ( Se é que isso vai ocorrer)


Uma tarde de novembro. Olhares cruzados. Timidez. Risadas para disfarçar. Ele vai, . Me olha ressabiado. Interesse. Ele volta. Me procura. Quer conversar, e consegue. O tempo corre. Conversas cotidianas. Me envolve. Reforça e escancara o interesse. Outra noite de novembro. O mesmo olhar. Dessa vez, me ganha. E continua nesse circuito. A primeira mensagem. O primeiro telefonema. O descontrole. Segundo encontro. Mais descontrole. Planos. Sentimentos malucos. Impossibilidades. Irreponsabilidade. DEScontrole. Mensagens apaixonadas. Cartas de amor . Conversas de horas e horas durante o dia inteiro. Sem controle. Vida real. Relacionamentos. Confusão. Medo. Mais mensagens, mais encontros, mais cartas, mais você. Sim, completamente você. Choque de realidade. Mais confusão. Sentimentos malucos. Cúmplices. Desentendimentos. Menos planos, menos loucuras, menos você. Vai a primavera, entra o verão, outono termina, eis que chega o inverno. Frio. Sanidade. Quase nada de você. Vestígios. Releios as cartas. Telefonemas, receios, ressentimentos. Onde tudo foi parar? Insistência. Mais insitência. Loucura?
Até que chega o seu fim!

Nesse ensaio, o diretor, decide fechar as cortinas.
É hora de parar, e seguir a estrada(separados), mas "tudo que vai, deixa o gosto", e desse gosto doce é que vou me lembrar.

A noite chega com a intenção de que, na manhã - amanhã, as coisas se acertem. Mas é chegado o momento de partir.


E eu vou embuscar de outros ensaios.
Com começo, meio e fim

2 comentários:

  1. Mais uma poeta para minha coleção de quentes e letristas,a verdade é que me envolve.

    amo você, e tô do seu lado, sempre,
    vc bem sabe.

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  2. Não existe nada a se comparar.
    Você tem uma honestidade incrível em sua narrativa.

    Não sabia que todas essas palavras podiam sair de você, e isso é uma surpresa divina pra mim.

    Espero de verdade que continue a desabafar assim.

    Estarei sempre aqui, como sempre.

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