domingo, 1 de agosto de 2010

Mais uma dose? É claro que eu tô afim!


Como entender...
Tantos clichês, tantos melodramas, tantas filosofias, tantas questões, tantas dúvidas, tanta ousadia.
Eu traduziria isso tudo numa bela noite, fria, recheada de intenções, olhares e desejos.
Ou talvez, como tomar uma bela taça de Dry Martini.
A mistura, o gosto amargo que logo se transforma num sabor adocicado e misterioso.
O desejo de uma outra taça, e logo percebe que se tornou prisioneira.
E assim, te envolve, te conturba, te seduz...te vicia.
E na outra noite, ainda insatifeita, necessita de mais uma dose.
Você se vê presa nessa alucinação "alcoolica", insana e fugaz.

Como sobreviver a esse vício?
Como se libertar dessa vontade? Desse desejo incrivelmente vunerável, desmedido...insano.
Parte de mim quer se livrar, esquecer das sensações, das loucuras, dos tormento...Quer a lucidez.
Outra parte, não.
Essa outra parte quer a alucinação, o arrepio, a fuga da realidade, a insanidade, o devaneio.
Quer o confronto, o toque, o sorriso, o beijo...
Quer a embriaguez.

E pra quê pensar tanto para escolher que parte seguir?

Mais uma noite se aproxima,

e ...

"Mais uma dose?
É claro que eu to afim! "



Um comentário:

  1. Acho que de todos que já li, este é meu favorito..

    "Como sobreviver a esse vício?
    Como se libertar dessa vontade? Desse desejo incrivelmente vunerável, desmedido...insano."

    mas acho que eu não estou afim de outra dose.
    já deu pra mim...

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